quinta-feira, 25 de julho de 2013

Trancoso / Bahia / Brasil
















Trancoso,

Descoberto pelos hippies nos anos 70 é um povoado exótico que atrai pessoas de todas as partes do mundo. 
Sua origem data de 1586 quando os jesuítas se estabeleceram para catequizar os índios. Anteriormente Trancoso era uma aldeia indígena habitada por índios Pataxó.
O casario colorido e grudado ao redor da Praça São João é conhecido como "Quadrado", considerado um dos mais valiosos sítios históricos do sul da Bahia. 
Nele estão instalados as lojas e os restaurantes mais requintados da região, frequentados por pessoas famosas. 
É o palco dos grandes shows e do futebol ao cair da tarde. 
No fundo do Quadrado está a Igreja de São João Batista e é de lá que se tem o mais lindo panorama. 
Do alto do morro "Mirante" pode-se avistar praias de areia clara, mar azul-turquesa, coqueiros, falésias coloridas, bares com completa infraestrutura para atender aos mais variados gostos. 
À noite  o "Quadrado" é o palco dos grandes encontros. 
Com seus candelabros, velas coloridas, os restaurantes a céu aberto têm a cumplicidade da lua e das estrelas para tornar o ambiente mais aconchegante. 
Para quem quer encontrar natureza, beleza, sofisticação, tranquilidade e alegria, Trancoso é roteiro certo.
E eu, pude morar neste local por 3 anos, um pedaço do Paraíso!

Trancoso,

Discovered by hippies in the 70s is an exotic village which attracts people from all over the world.
Its origin dates back to 1586 when the Jesuits settled to catechize the Indians. Previously Trancoso was a village inhabited by indigenous Indians Pataxó.
The colorful houses and plastered around the Plaza San Juan is known as "Square", considered one of the most valuable historical sites in southern Bahia.
In it are installed stores and most exquisite restaurants in the area, frequented by famous people.
It is the stage of the big shows and football in the evening.
At the bottom of the square is the Church of St. John the Baptist and that's where it has the most beautiful panorama.
From the top of the hill "Lookout" one can see white sand beaches, turquoise sea, palm trees, colorful cliffs, bars with complete infrastructure to meet the most varied tastes.
At night the "Square" is the stage of large gatherings.
With its chandeliers, colorful candles, the restaurants are open complicity of the moon and stars to make the environment more inviting.
For those who want to find nature, beauty, sophistication, tranquility and joy, Trancoso is right script.
And I could live in this place for three years, a piece of Paradise!

Elefante / Elephant


Acredito que esta imagem fala!
I believe this speaks!

Impact English College


É nesta Escola que eu Estudei por 6 meses, quando cheguei em Melbourne / AU

Is this school I studied for 6 months, when I arrived in Melbourne / AU


Canguru / Kangaroo


Canguru 

É o nome genérico dado a um mamífero marsupial pertencente a quatro espécies do género Macropus (ver caixa) da família Macropodidae, que também inclui os wallabees. 
As características incluem patas traseiras muito desenvolvidas e a presença de uma bolsa (o marsúpio) presente apenas nas fêmeas na qual o filhote completa seu desenvolvimento. 
O canguru é o animal-símbolo da Austrália.
Conhecido por seus pulos, é bastante encontrado na Austrália.

kangaroo

It is the generic name given to a marsupial mammal belonging to four species of the genus Macropus (see box) family Macropodidae, which also includes the wallabies.
Features include highly developed hind legs and the presence of a pouch (the marsupium) present only in females in which the pup complete their development.
The kangaroo is the animal symbol of Australia.
Known for his jumps, is very much found in Australia.

E Assim É Com As Pessoas...


Haia Pinkhasovna Lispector (em russo: Хая Пинхасовна Лиспектор) - Clarice Lispector


Clarice Lispector, 

Nascida Haia Pinkhasovna Lispector (em russo: Хая Пинхасовна Лиспектор) (Tchetchelnik, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora e jornalista nascida no Império Russo e naturalizada brasileira. Quanto ao estado pertencente, Clarice se declarava pernambucana.
De origem judaica, Clarice foi a terceira filha de Pinkouss Lispector e de Mania Krimgold Lispector. 
Nasceu na cidade de Tchetchelnik enquanto seus pais percorriam várias aldeias da Ucrânia fugindo à perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. 
Chegou ao Brasil quando tinha um ano e dois meses de idade, e sempre que questionada de sua nacionalidade, Clarice afirmava não ter nenhuma ligação com a Ucrânia: "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil.
A família chega a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. 
Por iniciativa de seu pai todos mudaram de nome, exceto Tânia, sua irmã. O pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia, sua irmã, Elisa; e Haia, por fim, Clarice. 
Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.1 Com dificuldades de relacionamento com Rabin e sua família, Pedro decide mudar-se para Recife, então a cidade mais importante do Nordeste.
Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade de Recife, onde passou parte da infância no bairro de Boa Vista. 
Estudou no Ginásio Pernambucano de 1932 a 1934. Falava vários idiomas, entre eles o francês e o inglês. 
Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche.
Sua mãe morreu em 21 de setembro de 1930 (Clarice tinha apenas 9 anos), após vários anos sofrendo com as consequências da Sífilis, supostamente contraída por conta de um estupro sofrido durante a Guerra Civil Russa, enquanto a família ainda estava na Ucrânia. 
Clarice sofreu com a morte da mãe, e muitos de seus textos refletem a culpa que a autora sentia e figuras de milagres que salvariam sua mãe.2
Quando tinha 15 anos seu pai decidiu se mudar para o Rio de Janeiro. Sua irmã Elisa conseguiu um emprego no ministério, por intervenção do então ministro Agamenon Magalhães, enquanto seu pai teve dificuldades em achar uma oportunidade na capital. 
Clarice estudou em uma escola primária na Tijuca, até ir para o curso preparatório para a Faculdade de Direito. 
Foi aceita para a Escola de Direito na então Universidade do Brasil em 1939. 
Se viu frustrada com muitas das teorias ensinadas no curso, e descobriu um escape: a literatura. 
Em 25 de maio de 1940, com apenas 19 anos, publicou seu primeiro conto "Triunfo" na Revista Pan, de propriedade do editor José Scortecci.
Três anos depois, após uma cirurgia simples para a retirada de sua vesícula biliar, seu pai Pedro morre de complicações do procedimento. 
As filhas ficam arrasadas com as circunstâncias da morte tão inesperada, e como consequência Clarice se afasta da religião judaica. 
No mesmo ano, Clarice chama a atenção (provavelmente com o conto "Eu e Jimmy") de Lourival Fontes, então chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda (órgão responsável pela censura no Estado Novo de Getúlio Vargas), e é alocada para trabalhar na Agência Nacional, responsável por distribuir notícias aos jornais e emissoras de rádio da época. Lá conheceu o escritor Lúcio Cardoso, por quem se apaixonou (não correspondido, já que Lúcio era homossexual) e de quem se tornou amiga íntima.
Em 1943, no mesmo ano de sua formatura, casou-se com o colega de turma Maury Gurgel Valente, futuro pai de seus dois filhos. 
Maury foi aprovado no concurso de admissão na carreira diplomática, e passou a fazer parte do quadro do Ministério das Relações Exteriores. Em sua primeira viagem como esposa de diplomata, Clarice morou na Itália onde serviu durante a Segunda Guerra Mundial como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira. 
Também morou em países como Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, países para onde Maury foi escalado. Apesar disso, sempre falou em suas cartas a amigos e irmãs como sentia falta do Brasil.
Em 10 de agosto de 1948, nasce em Berna, Suíça o seu primeiro filho, Pedro. Quando criança Pedro se destacava por sua facilidade de aprendizado, porém na adolescência sua falta de atenção e agitação foram diagnosticados como esquizofrenia. 
Clarice se sentia de certa forma culpada pela doença do filho, e teve dificuldades para lidar com a situação.
Em 10 de fevereiro de 1953, nasce Paulo, o segundo filho de Clarice e Maury, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.3
Em 1959 se separou do marido que ficou na Europa e voltou permanentemente ao Rio de Janeiro com seus filhos, morando no Leme.
No mesmo ano assina a coluna "Correio feminino - Feira de Utilidades", no jornal carioca Correio da Manhã, sob o pseudônimo de Helen Palmer. 
No ano seguinte, assume a coluna "Só para mulheres", do Diário da Noite, como ghost-writer da atriz Ilka Soares.
Provoca um incêndio ao dormir com um cigarro acesso em 14 de setembro de 1966, seu quarto fica destruído e a escritora é hospitalizada entre a vida e a morte por três dias. Sua mão direita é quase amputada devido aos ferimentos, e depois de passado o risco de morte, ainda fica hospitalizada por dois meses.
Em 1975 foi convidada a participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria, em Cali na Colômbia. 
Fez uma pequena apresentação na conferência, e falou do seu conto "O ovo e a Galinha", que depois de traduzido para o espanhol fez sucesso entre os participantes. 
Ao voltar ao Brasil, a viagem de Clarice ganhou ares mitológico, com jornalistas descrevendo (falsas) aparições da autora vestida de preto e coberta de amuletos. Porém, a imagem se formou, dando a Clarice o título de "a grande bruxa da literatura brasileira". 
Seu próprio amigo Otto Lara Resende disse sobre a obra de Lispector: "não se trata de literatura, mas de bruxaria.
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. 
Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. 
Foi enterrada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro. Até a manhã de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para sua amiga Olga Borelli.2
Durante toda sua vida Clarice teve diversos amigos de destaque como Fernando Sabino, Lúcio Cardoso, Rubem Braga, San Tiago Dantas e Samuel Wainer, entre diversos outros literários e personalidades.

Clarice Lispector,

Born Hague Pinkhasovna Lispector (Russian: Хая Пинхасовна Лиспектор) (Tchetchelnik, December 10, 1920 - Rio de Janeiro, December 9, 1977) was a writer and journalist born in the Russian Empire and naturalized Brazilian. As the state owned, Clarice was declared Pernambuco.
Of Jewish origin, Clarice was the third daughter of Pinkouss Lispector and Mania Krimgold Lispector.
Born in the city of Tchetchelnik while their parents went through several villages of Ukraine fleeing the persecution of Jews during the Russian Civil War of 1918-1921.
Came to Brazil when he was one year and two months old, and whenever questioned his nationality, Clarice claimed to have no connection with Ukraine: "In that land I literally never stepped: I loaded lap" - and that his true homeland was Brazil.
The family arrives in Maceió in March 1922, being received by Zaina, sister Mania, and her husband and cousin Joseph Rabin.
On the initiative of his father all changed their names, except Tania, his sister. The father became known as Peter; Mania, Marieta; Read, his sister, Elisa, and Hague finally Clarice.
Peter went on to work with Rabin, now a thriving comerciante.1 with relationship difficulties with Rabin and his family, Peter decides to move to Recife, then the most important city in the Northeast.
Clarice Lispector began writing as soon as they learned to read, in the city of Recife, where he spent part of his childhood in the neighborhood of Boa Vista.
He studied at the Gymnasium Pernambucano 1932-1934. He spoke several languages, including French and English.
Grew up in the home environment the native language, Yiddish.
His mother died on 21 September 1930 (Clarice was only 9 years old), after several years of suffering the consequences of syphilis, supposedly contracted on account of a rape suffered during the Russian Civil War, while the family was still in Ukraine.
Clarice suffered from her mother's death, and many of his texts reflect the guilt that the author felt and figures of miracles that would save their mãe.2
When he was 15 his father decided to move to Rio de Janeiro. His sister Elisa got a job in the ministry, through the intervention of the then Minister Agamemnon Magalhães, while her father struggled to find an opportunity in the capital.
Clarice studied at an elementary school in Tijuca, to go to the preparatory course for the Law School.
Was accepted to the School of Law at the then University of Brazil in 1939.
Found himself frustrated with many of the theories taught in the course, and found an escape: literature.
On May 25, 1940, at only 19, he published his first short story "Triumph" in Revista Pan, owned by publisher Joseph Scortecci.
Three years later, after a simple surgery to remove his gallbladder, his father Peter dies of complications.
The daughters are razed to the circumstances of the death so unexpected, and consequently Clarice departs from the Jewish religion.
In the same year, Clarice draws attention (probably with the story "Me and Jimmy") of Fontes, then head of the Department of Press and Propaganda (body responsible for censoring the Estado Novo of Getúlio Vargas), and is allocated to work in National Agency, which distributes news to newspapers and radio stations of the time. There he met the writer Lucio Cardoso, he fell in love (unrequited, since Lucius was gay) and who became a close friend.
In 1943, the same year of his graduation, he married a classmate Maury Gurgel Valente, future father of her two children.
Maury passed the entrance exam in the diplomatic career, and became part of the framework of the Ministry of Foreign Affairs. On his first trip as the wife of a diplomat, Clarice lived in Italy where he served during World War II as an assistant volunteer with the nursing staff of the Brazilian Expeditionary Force.
Also lived in countries such as England, United States and Switzerland, countries where Maury was cast. Nevertheless, always spoke in his letters to friends and sisters as he missed Brazil.
On August 10, 1948, born in Berne, Switzerland their first child, Peter. As a child Peter stood out for its ease of learning, however adolescent Your inattention and restlessness were diagnosed as schizophrenia.
Clarice felt somewhat guilty about their child's disease, and struggled to cope with the situation.
On February 10, 1953, Paul was born the second son of Clarice and Maury in Washington, DC, in the United States.3
In 1959 he separated from her husband who was in Europe and returned permanently to Rio de Janeiro with her children, living in Leme.
That same year, he signed the column "Courier female - Fair Utilities" in the Rio newspaper Correio da Manha, under the pseudonym Helen Palmer.
The next year assumes the column "Women only", the Journal of the night, ghost-writing of actress Ilka Soares.
Causes a fire to sleep with a lit cigarette on September 14, 1966, your room is destroyed and the writer is hospitalized between life and death for three days. His right hand is almost amputated due to injuries, and then past the risk of death, is still hospitalized for two months.
In 1975 he was invited to attend the First World Congress of Witchcraft, in Cali, Colombia.
Made a short presentation at the conference, and spoke of his short story "The Egg and Chicken", that after translated into Spanish was a hit among the participants.
Upon returning to Brazil, a trip Clarice won airs mythological, with journalists describing (false) appearances of the author dressed in black and covered in amulets. However, the image is formed, giving Clarice the title of "the great witch of Brazilian literature."
His friend Otto Lara Resende said about the work of Lispector: "it is not literature but witchcraft.
Was hospitalized shortly after the publication of the novel The Hour of the Star with inoperable cancer in the ovary, diagnosis unknown for her.
He died on December 9, 1977, one day before his 57th birthday.
She was buried in the Jewish Cemetery of Caju, in Rio de Janeiro, on December 11. Until the morning of his death, even under sedation, Clarice still dictated sentences to her friend Olga Borelli.2
Throughout his life Clarice had several friends featured as Fernando Sabino, Lúcio Cardoso, Ruben Braga, San Tiago Dantas and Samuel Wainer, among many other literary and personalities.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ( Cora Coralina )


Cora Coralina,

Pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),1 quando já tinha quase 76 anos de idade.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Cora Coralina,Filha de Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. 
Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás. 
Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos de idade, publicando-os nos jornais da cidade de Goiás, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista - desde a sua fundação a 20 de janeiro de 1905 -, e nos periódicos de outros rincões, assim a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917, apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina. 
Melhor, Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920). Conforme Assis Brasil, na sua antologia "A Poesia Goiana no Século XX", Rio de Janeiro: IMAGO Editora, 1997, página 66, "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana." Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica "A Tua Volta", dedicada 'Ao Luiz do Couto, o querido poeta gentil das mulheres goianas', estampada no referido semanário "Folha do Sul", da cidade de Bela Vista, 10 de maio de 1906.
Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do "Clube Literário Goiano", situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. 
Que lhe inspira o poema evocativo "Velho Sobrado". Quando começa então a redigir para o jornal literário "A Rosa" (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.
Casou em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte (quando ele, Cantídio, exercia a Chefatura de Polícia, cargo equivalente ao de Secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa - 1909 - 1912), para o interior de São Paulo, onde viveu durante 45 anos, inicialmente nos municípios de Avaré e Jaboticabal onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. 
E depois em São Paulo (1924). Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.
Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a Praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. 
Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar 50 anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". 
Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. 
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. 
Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD. Cora Coralina faleceu em Goiânia. 
A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Cora Coralina

Pseudonym of Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (City of Goiás, August 20, 1889 - Goiânia, April 10, 1985) was a poet and storyteller Brazilian. Considered one of the leading Brazilian writers, she had her first book published in June 1965 (Poems of the alleys of Goiás and More Stories), 1 when he was almost 76 years old.
Simple woman, baker by profession, having lived away from large urban centers, oblivious to literary fads, produced a poetry-rich motifs of everyday life of the Brazilian interior, particularly the historic streets and alleyways of Goiás
Cora Coralina, daughter of Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, appointed by Judge D. Pedro II, and Jacinta Louise Brandão Couto, Ana was born and raised on the banks of the Red River, in house bought by his family in the nineteenth century, when his grandfather was still a child.
It is estimated that this house was built in the mid eighteenth century, having been one of the first buildings of the old Vila Boa de Goiás
He began writing his first texts to 14-year-old publishing them in the newspapers of the city of Goiás, and newspapers from other cities, such as is the weekly "Folha South" city of Goiás Bela Vista - since its foundation January 20, 1905 - and in the journals of other corners, so the magazine The information Goiás in Rio de Janeiro, which began to be enacted July 15, 1917, despite the low level of education, as he studied only the first four series, with Master Silvina.
Best, Master-School Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835-1920). As Assis Brazil, in his anthology "The Poetry of Goiás in the Twentieth Century", Rio de Janeiro: Imago Editora, 1997, page 66, "the rearmost indication that one has to his literary life dates from 1907, through the weekly 'The Rose ', directed by itself and more Leodegária of Jesus, Rosa Godinho Santana and Alice. " However, his works appear in journals goianos before that date. This is the case of chronic "Your Turn", dedicated 'When Luiz Couto, dear poet gentle women goianas' stamped in that weekly "Folha South", the city of Bela Vista, May 10, 1906.
At the time this publishes chronic, or just before, Cora Coralina starts attending the gatherings of the "Literary Club Goiás", located in one of the halls of the manor of Dona Luz Vieira Virginia.
What inspires you the evocative poem "Old Townhome". When then begins to write for the literary journal "The Rose" (1907). Published at that stage, in 1910, the tale Tragedy Roça.
Married in 1910 to the lawyer Cantídio Tolentino Bretas Figueiredo, who moved in the following year (when he Cantídio, held the Sheriff's Office, a position equivalent to that of Secretary of Security, the government of President Gouvêa Urban Rabbit - 1909 - 1912), to the interior of São Paulo, where he lived for 45 years, initially in the municipalities of Avare Jaboticabal and her six children where born: Paraguassu, Aeneas, Cantídio, Jacintha, Isis and Vicenza.
And then Sao Paulo (1924). Upon reaching the capital, had to stay a few weeks locked in a hotel opposite the Luz station, since the revolutionaries of 1924 had stopped the city.
In 1930, he witnessed the arrival of the Getúlio Vargas corner of Straight Street with the Square of the Patriarch. One of his sons attended the Constitutional Revolution of 1932.
With the death of her husband, started selling books. Later, he moved to Penápolis, within the state, which went on to produce and sell homemade sausage and lard.
Moved then to Andradina until, in 1956, returned to Goias
Upon completing 50 years of age, the poet recounts having experienced a profound inner transformation, which later define as "loss of fear."
At this stage, no longer meets the given name and assumed the pseudonym he chose for himself many years ago.
During these years, Cora has not stopped writing poems related to his personal history with the city of his birth and the environment in which they were created. She also reached record an LP reciting some of his poetry.
Launched by Pauline COMEP label, the album can still be found today in CD format. Cora Coralina died in Goiania.
Your home in the city of Goiás was transformed into a museum in honor of his life history and literary production.